REVOLUÇÃO SIXTIES: Maria do Carmo Rainho lança Moda e revolução nos anos 1960

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A década de 60 foi marcada mundialmente pela forte presença da atuação jovem no universo cultural que expandiu suas influências aos meios políticos e sociais.  No Brasil, é nesse período que grandes mudanças nas estruturas sociais e políticas germinam; uma década de efervercência cultural em todo páis. No plano político, víamos o golpe militar e as inflamadas comunidades ligadas aos movimentos de esquerda.

Nesta terça-feira (02), a doutora em história social Maria do Carmo Teixeira Rainho autografa seu novo livro “Moda e revolução nos anos 1960” (R$ 60), da Editora Contra Capa, na livraria Blooks, em Botafogo, Rio de Janeiro. A autora examina o processo de figuração de um novo “sujeito da moda”, utilizando como fontes os editoriais de moda, a publicidade e os registros da vida cotidiana produzidos pelo jornal carioca Correio da Manhã, entre 1960 e 1970. O cotejo entre essas diferentes imagens possibilita à historiadora perceber como as fotografias organizam a experiência temporal e como constroem uma “contemporaneidade imaginada” da qual estão excluídos todos os que não são identificados com a juventude.

O livro aposta na potência da roupa e da moda para pensar as sociedades, seus conflitos, hierarquias, rupturas e permanências. Na contramão de uma história historicista, investiga de que maneira a indumentária nos permite analisar o tempo e a sua aceleração nos anos 1960, as revoluções nos costumes, na sexualidade, nas relações de gênero, mas também as tensões, os recuos, as imposições de gostos.

Tendo como foco o Rio de Janeiro, Maria do Carmo Rainho Assim, a autora se afasta de abordagens comuns a algumas histórias da indumentária que reduzem os anos 1960 às roupas produzidas a partir de 1965, congelando a imagem daquela década como a da grande quebra dos padrões vestimentares. E observa a necessidade de problematizar essa fratura: por que as mudanças tiveram tamanho efeito? Como essa revolução do vestuário dialoga com outras em curso, inclusive com a revolução sexual e, de modo geral, o que se convencionou chamar de “cultura jovem”? No que se refere à moda, será que também teríamos a reverberação comentada por Jean-François Sirinelli ou, em outras palavras, uma representação devedora da herança que aquela geração deixou? Segundo Maria do Carmo, não se deve diminuir ou desqualificar o impacto das mudanças promovidas pelo campo da moda nos anos 1960, deve-se, contudo, localizá-las no tempo e articulá-las com o horizonte de expectativas dos sujeitos coletivos, pensando a década não como um estilo de vida compartilhado, onipresente, uniforme. Só assim será possível, para ela, compreender as dimensões da ruptura trazida por aquelas novas propostas estéticas.

Serviço:

Lançamento do livro “Moda e revolução nos anos 1960”
Dia 02 de dezembro de 2014
Blooks Livraria – Praia de Botafogo 316 – Botafogo

 

Texto original Puretrend.com.br

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