De quantas semanas de moda precisa o Brasil? Fashion Rio pula a edição de Inverno 2015 prometendo voltar com novo formato focado na moda praia e no verão

De quantas semanas de moda precisa o Brasil? Acompanhar os lançamentos da moda nacional é uma verdadeira maratona. Durante a temporada de Verão 2015, aqui no Brasil, a rádio corredor nas semanas de moda, falavam sobre o fim da edição de inverno do Fashion Rio, mantendo apenas as edições de verão e de alto-verão. E isso se confirmou com um anuncio essa semana. A ideia do Paulo Borges, produtor do evento, e da FIRJAN é fazer do Rio um Pólo de Moda Praia, mas, será que temos cacife e prestígio para competir com a Miami Swim Fashion Show? Afinal marcas de todo o mundo e até brasileiras estão migrando para lá.

Infelizmente por falta de uma política voltada para o setor, a moda brasileira não é competitiva no exterior, o custo de exportação é alto demais, e apesar do Brasil ser um dos poucos países em que a cadeia têxtil ainda existe inteira, nosso parque têxtil é muito atrasado e pela falta de incentivos governamentais as marcas daqui vão acabar virando “made in china”.

Pensando rapidamente, me vieram à cabeça: Minas Trend, SPFW, Vitória Moda, Donna Fashion, Dragão Fashion… Se procurar ainda acho mais algumas! Agora eu te pergunto? Será que precisamos de tantas semanas de moda no Brasil? Claro que precisamos! Cada uma tem uma forte característica; fora que são de grande importância para a economia local, pois, movimentam – bares, restaurantes, hotéis e tudo mais.

Segundo a ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), a Indústria Têxtil é a segunda maior empregadora da indústria de transformação, perdendo apenas para alimentos e bebidas (juntos); Além do segundo maior gerador do primeiro emprego;

Então por que acabar com a edição de inverno do Fashion Rio? Porque no Rio não faz frio? Se pensarmos por essa lógica: Porque existem marcas de moda praia no SPFW? Porque Londres e Paris desfilam verão? O Rio de Janeiro tem uma vocação natural para a moda e para a criatividade. O Paulo fala tanto de valorização da moda nacional, mas, isso pode ser um passo para extinguir a moda carioca. Afinal, as grandes marcas do Rio estão “pegando a ponte aérea” e se mudando para São Paulo.  Só um parênteses: Que lugarzinho FDP aquele Parque Vila Lobos, é mais fácil parir do que chegar naquele lugar!

Voltando ao tema desta pensata, É muito difícil fazer moda no Brasil, produzir moda no Brasil. Mas, existem muitos guerreiros que começam a desenhar uma moda nacional, mas, que ainda custam uma fortuna, visto o lucro na hora de precificar os produtos.

A Semana de Moda Carioca teve seu melhor momento quando a bolsa de negócios Fashion Business acontecia em paralelo ao evento. Sem contar que o Rio-à-Porter sempre foi um fiasco.  Como profissional que acompanha esse mercado/ indústria há 14 anos, o que me parece é um grande descaso com o evento do Rio. Será que esse não é o momento perfeito para o Fashion Rio se firmar como uma plataforma forte e consistente no mercado. Será que esse formato desfile ainda funciona? Acho ótimo uma edição de alto verão, mas, não dá para simplesmente acabar com uma temporada. E o mercado como fica? E as marcas como lançarão suas coleções? Será que não está na hora de realmente se unir em prol da moda?

Déficit na balança

Segundo uma reportagem do Uol, apesar do déficit na balança comercial do setor têxtil e de confecção brasileiro, nos primeiros sete meses do ano, aumentou 6,02%, passando de US$ 3,19 bilhões – no mesmo período do ano passado – para US$ 3,38 bilhões em 2014. De janeiro a julho, as importações totais de têxteis e confeccionados, cresceram 3,74%, em valor, passando de US$ 3,93 bilhões para US$ 4,07 bilhões, se comparado com o mesmo período de 2013. Este aumento foi de 6,20% em toneladas (excluída fibra de algodão). Já as exportações caíram 6,13%, passando de US$ 739,4 milhões para US$ 694,1 milhões, segundo dados do MDIC.

Em julho, as exportações de têxteis e confeccionados cresceram 7,71%, em valor, passando de US$ 97,2 milhões para US$ 104,7 milhões. Este aumento foi de 8,82% em toneladas, em relação a julho de 2013. Já as importações de têxteis e confeccionados no mês, aumentaram 12,77% em valor, passando de US$ 571,7 milhões para US$ 644,7 milhões, enquanto que o crescimento do déficit na balança comercial no período foi de 13,8% em relação ao mesmo período de 2013.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s