MINISTRA DA CULTURA VEM AO RIO CONHECER O FUTURO MUSEU DA MODA QUE IRÁ INAUGURAR EM 2016

A Casa da Marquesa de Santos onde será o futuro Museu da Moda
A Casa da Marquesa de Santos onde será o futuro Museu da Moda

Marta Suplicy, Ministra da Cultura, recebeu no último mês de janeiro, no Rio, a secretária estadual de Cultura do Rio de Janeiro, Adriana Rates, para conhecer o projeto do futuro Museu da Moda, que será inaugurado em 2016, no mesmo ano em que a cidade será sede das Olimpíadas.

O encontro aconteceu na sede da Funarte, no Palácio Gustavo Capanema e contou com a presença do presidente da instituição, Guti Fraga; da diretora da Casa da Marquesa de Santos, Luiza Marcier; da jornalista Hildegard Angel, além de outros profissionais envolvidos no projeto.

O Museu da Moda deverá ser instalado no bairro de São Cristóvão, em uma área prevista de 6 mil m2, tendo como âncora o antigo Solar da Marquesa de Santos, que hoje se encontra em processo de restauração. A ideia, como explicou a secretária Adriana Rates, é fortalecer o bairro, que já possui um circuito criativo de moda, movimentado por micro e pequenas empresas de confecção de roupas e acessórios, além de projetar o país no mercado internacional de moda.

A ministra assistiu à apresentação do projeto, e pediu mais detalhes sobre os estudos para o desenvolvimento da iniciativa e seu futuro funcionamento. Ela também sugeriu que o Museu da Moda venha a oferecer um programa de cursos diferenciados e permanentes, como de restauro de têxteis, além de sugerir estratégias de comunicação que alcancem o público do segmento.

“Ela tem uma visão global, muito acurada sobre o que conta, o que é importante. Estrategicamente falando, ela tem uma visão muito boa. E saber que ela gostou do projeto, nos dá uma segurança de ir à frente, sabendo que estamos fazendo alguma coisa que vai ter relevância para a cultura no Brasil.”, disse a secretária Adriana Rates.

A jornalista Hildegard Angel disse que o Instituto Zuzu Angel será um parceiro atuante do futuro espaço cultural, pois, o projeto do IZA é prestigiar a moda brasileira. Hildegard disse ainda que a Secretária de Cultura é uma entusiasta do novo museu. “Ela conseguiu montar um projeto que até hoje era inviável, e se a ministra com o entusiasmo demonstrado hoje conseguir levar esse projeto adiante o Brasil vai, enfim, alcançar esse gol latino-americano”.

Luiza Marcier, diretora da Casa da Marquesa de Santos, explicou que o projeto nasceu da percepção da Secretaria de Estado de Cultura da sinalização da Prefeitura do Rio sobre a existência da cadeia produtiva da moda em São Cristóvão, além das intervenções no entorno, que estão revitalizando a Zona do Porto do Rio, próxima ao bairro. E também, a percepção de que o local poderá ser o bairro da economia criativa da cidade. “Isso é um ponto de partida do projeto. O Instituto Zuzu Angel, que há mais de 20 anos luta pela memória da moda a partir da coleção Zuzu Angel e também trabalhando no ensino da moda; e o SEBRAE, que já faz uma série de projetos de empreendedorismo da moda.

Na verdade, a Secretaria percebeu esse momento de confluência da sociedade, de organizações governamentais e não governamentais. E a ideia é que o Museu da Moda seja capaz de congregar todas essas visões, que seja um lugar de reunir esse interesse que é juntar a memória da moda com a criação de moda. Então, é ter um lugar para o repertório, da criação para o ensino e o fomento. Dessa maneira, a gente acredita que a moda brasileira vá se colocar de uma forma afirmativa no cenário internacional.”

Concebido para ser instalado num espaço que terá como centro o antigo Solar da Marquesa de Santos, o museu inicialmente irá funcionar a partir de três eixos: Memória, Educação e Fomento. O projeto prevê a construção de anexos que irão abrigar, entre outros, o acervo da moda brasileira – como uma coleção de 5 mil peças da estilista Zuzu Angel, conhecida como Coleção Política; coleção Século XIX; coleção Moda Brasileira (Século XX); coleção Moda Contemporânea; coleção Moda Praia; coleção Jóias Brasileiras; coleção Moda Etnográfica, além de outras –; áreas técnica (reserva e conservação de têxteis) e tecnológica; exposições nacionais e internacionais; banco de imagens; espaços compartilhados com novos criadores; áreas de eventos e de convivência (restaurante, café e livraria).

Para o desenvolvimento do projeto, o corpo técnico da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro visitou outros espaços do gênero na França, na Bélgica, nos Estados Unidos e em outros países.

Fonte: Funarte

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s