VERMELHOU: NOSSO ORÁCULO LAUREN SCHEFFEL FAZ UMA GRANDE REFLEXÃO SOBRE O FETICHE DA BOCA VERMELHA

Ela é um grande fetiche, considerada até símbolo sexual! Seja em forma humana ou de objeto, a boca alimenta sonhos e desejos a mais tempo do que imaginamos. Se for avermelhada, pode enlouquecer o mais puritano dos seres humanos.

A evidência começa pelos lábios de suas admiradoras. Relatos antigos mostram que Rainha Elizabeth I adorava delineá-los em tons avermelhados. Sofrendo altos e baixos ao longo da história, alcança o ápice nas décadas de 40 e 50, com os largos sorrisos de Marilyn Monroe. Nossa estrela tupiniquim, Carmem Miranda, também se rendeu aos encantos da cor.

Com a excentricidade dos anos 80, surgiria uma forma bem diferente da qual Dior desejou ao criar o batom Rouge. O vocalista do grupo britânico The Cure, Robert Smith, influenciaria centenas de fãs ao apresentar sua versão masculina e exótica de sua boca borrada. No mesmo período, pintar os lábios de vermelho alcançaria o status de clássico.

Sendo injustiçado nos anos 20, esse ícone rebelde renasceria com o mesmo olhar nas mãos do movimento surrealista, tornando-se obra de arte por nomes como Salvador Dalí, Man Ray e René Magritte. Essa união derivou na transformação onde a boca passava não ser só humana, mas também objeto.

Nos anos dourados, outros artistas explorariam esse elemento pela Pop Art. Andy Warhol junto a Tom Wesselmann apresentavam uma nova versão, sempre carregada de ousadia. Podia ser multiplicada em várias cores, ou acompanhada do antigo parceiro polêmico, o cigarro.

Com Londres no auge em 60, o mundo se enfeitiçaria pelos enormes lábios carnudos de Mick Jagger, chamando atenção de Diana Vreeland. O encontro daria ao jovem uma aparição na Vogue América, em março de 64. Sete anos depois, a boca do astro viraria o famoso símbolo dos Rolling Stones por John Pasche.

O fascínio por essas curvas é tão extenso que ultrapassou o universo das artes e entrou no design. Em 1937, uma parceria entre Dalí e Jean Michel Frank renderia no famoso sofá em forma de lábio. O móvel alcançaria maior visibilidade quando em 70, o italiano Gufram homenagearia o espanhol ao criar o sofá Bocca. De lá para cá, ganharia atualizações modernas, incluindo piercings, e apareceria no clipe No More Tears de Ozzy Osbourne e numa performance do Crazy Horse.

Mas será que algo chamaria a atenção após o cartaz do filme Rock Horror Picture Show de 1975, ao mostrar o ator Tim Curry em trajes femininos, bem sensuais, sendo quase mordido/engolido por uma enorme boca?

Diante de tantas variantes excêntricas, ainda assim, em meados de 2000, a designer holandesa Meike van Schijndel chamaria atenção ao redesenhar mictórios masculinos, relembrando os lábios de Mick Jagger. Com significado controverso, o objeto foi batizado de “Mictório Sexy”. O modelo já foi reproduzido no Brasil, numa boate de São Paulo. Não resta dúvida, de que criações baseados no tema, não irão parar por aí.

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Fotos: reprodução

*Lauren Scheffel é aspirante à jornalista com eterna curiosidade pelo lado mais interessante da vida: o bizarro. Melhor ainda se acrescentar pitadas de moda e rock!

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