PALESTRA: TED POLHEMUS VEM AO BRASIL E “DÁ DICAS” PARA MODA BRASILEIRA

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O primeiro dia de SPFW começou com uma palestra do antropólogo norte-americano Ted Polhemus, que lotou o Conservatório de Música, em São Paulo, na manhã desta segunda-feira, 28 de outubro, para a estreia do projeto Fórum ELLE. Uma plateia atenta, composta por jornalistas, profissionais da moda e convidados, ouvir um dos grandes nomes da atualidade do comportamento de moda.

Ted começou dizendo “hoje as marcas não vendem mais produtos, mas sim ideias. Elas englobam muitas informações e, a partir da escolha daquilo que vestimos, dizemos muito sobre quem somos”, explicou ele. Para ilustrar, citou o exemplo da Diesel, que afirma não comercializar jeans, mas sim comunicação. Neste cenário, a comunicação visual é tão (ou mais) importante que a verbal, já que as roupas e a moda são responsáveis por transmitir ideologias e pontos de vista.

“Antigamente, na época dos meus pais, o lugar onde você cresceu e a sua religião diziam tudo o que se precisava saber sobre você. Hoje não é mais assim, e as pessoas estão buscando novas formas de construir identidades.” Segundo o antropólogo, o comportamento de moda mudou muito ao longo dos anos. Na década de 1960, por exemplo, todo mundo queria ser um fashion victim, ou seja, usar as grifes e peças da última moda da cabeça aos pés. Isso foi diminuindo com o passar do tempo e, atualmente, a maioria das pessoas não dá a mínima para esse tipo de categorização. O que se busca mesmo é a autenticidade.

Mesa Redonda

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Após a palestra, o convidado internacional participou de uma mesa redonda formada pela redatora-chefe de ELLE Renata Piza, o historiador João Braga, a jornalista Vivian Whiteman e a diretora do WGSN Andrea Bisker. Um dos assuntos mais comentados durante o debate foi o caráter cool do Brasil e como a moda local pode aproveitar isso.

“O século 21 é a era do cool e vocês têm uma sofisticação cool desde o tempo da Garota de Ipanema”, comentou o antropólogo, afirmando que os países são marcas extremamente poderosas. No entanto, o resto do mundo ainda possui a imagem de que o Brasil é sinônimo apenas de carnaval, praia e futebol. O desafio de quem faz moda brasileira hoje é, portanto, acabar com esse estereótipo reforçando a aura cool que o país transmite. “E por que não fazer um grande desfile durante a copa do mundo de 2014?”, indagou.

 Veja abaixo algumas observações feitas pelo pesquisador:

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“Cada marca de moda representa uma visão do paraíso”

“O mundo não sabe que os Brasil produz moda”

“Se o Brasil querser levado a sério na moda precisa mostrar que se veste bem tanto para trabalhar quando para ir à praia”

“Se você está procurando o cool, você não é cool”

“Autenticidade é o conceito pós-moderno mais importante até hoje”

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