NO PRIMEIRO DIA DE FASHION RIO, A FIRJAN FEZ ENCONTRO QUE FALOU DE EXPORTAÇÕES, FAST FASHION, SLOW FASHION E AINDA TEVE LYNDA GROSE

Lynda Grose (foto: Foto Fabiano Veneza/ divulgação)
Lynda Grose (foto: Foto Fabiano Veneza/ divulgação)

Na manhã do primeiro dia da edição Verão 2014 do Fashion Rio, a FIRJAN convidou o povo da moda para uma palestra sobre “Moda e Sustentabilidade”, com a pesquisadora americana Lynda Grose, que veio ao Rio, para sugerir aos empresários cariocas um novo olhar sobre a relação no tripé moda, indústria e sustentabilidade. Na sede da FIRJAN, Lynda contou sua experiência sobre os desafios e soluções encontradas ao ser uma das cofundadoras da linha ecológica da Esprit, primeira com foco em roupas ecologicamente responsáveis a ser desenvolvida por uma grande empresa e que firmou padrões pioneiros para a indústria têxtil.

Para Lynda, a sustentabilidade na moda vai muito além do algodão orgânico, mas abrange uma nova forma de se relacionar com a roupa e com o que seria ser fashion. A especialista defende a “durabilidade emocional” das peças, o que ela associa ao movimento do slow fashion – o contrario do fast fashion -, com a valorização de uma relação de atemporalidade com a roupa. “Acredito que as peças podem contar uma história, serem passadas de mães para filhos, e desta forma evitar o desperdício e o consumo exacerbado. É preciso pensar a moda de uma forma menos consumista”.

De acordo com a especialista, para criar uma moda sustentável é necessário repensar todo o processo criativo, cultural e o modo de produção. “O design deve ser pensado para que se tenha não 80% mas 100% de aproveitamento do tecido orgânico na mesa do corte. Isso poderia baratear a venda dele e otimizar a indústria”, sugeriu Lynda, citando inúmeros estilistas estrangeiros que já desenham suas modelagens com este objetivo.

A palestra de Lynda veio complementar um ciclo iniciado no ano passado com o Giro SENAI Grupo de Estudos, um debate que reuniu a especialista Lilyan Berlim, autora do livro “Moda e Sustentabilidade – Uma reflexão necessária”, a antropóloga e pesquisadora Nina Braga, do Instituto E, entre outros empresários em busca de soluções para suas empresas, que debateram as dificuldades para colocar em prática um modo de produção sustentável.

Estilista, consultora e educadora, Lynda é uma das cofundadoras da linha ecológica da Esprit, primeira linha de roupas ecologicamente responsável desenvolvida por uma grande empresa e que firmou padrões pioneiros para a indústria têxtil. Autora do livro “Moda e Sustentabilidade: Design para Mudança”, Lynda é professora na Escola de Artes da Califórnia.

Na última década, parcela do Rio na exportação de moda brasileira cresceu 31%

O Vice-Presidente do  Sistema FIRJAN e presidente do sindicato têxtil, Carlos Ieker (foto: Guarim de Lorena/ divulgação)
O Vice-Presidente do Sistema FIRJAN e presidente do sindicato têxtil, Carlos Ieker (foto: Guarim de Lorena/ divulgação)

Na coletiva de abertura do Fashion Rio, o vice-presidente do Sistema FIRJAN e presidente do sindicato têxtil, Carlos Ieker, destacou os resultados que a indústria da confecção fluminense apresentou na última década. “Neste período, o estado do Rio cresceu 31% mas exportações de moda. Este é um número positivo, ainda mais levando em conta que exportamos para países voltados para este mercado e com altos padrões de exigência, como França e Japão”, disse. Com este resultado, a participação fluminense nas exportações brasileiras do setor alcançou recorde histórico em 2012 ao atingir 14%, consolidando a terceira posição entre os maiores exportadores de moda no país, ao lado de São Paulo e Santa Catarina, respectivamente. Nos últimos 10 anos, o preço médio da moda fluminense exportada valorizou 127%, saltando de US$ 29/kg em 2003, para US$ 65/kg em 2012. O resultado é 38% superior à média brasileira.

Na solenidade, o diretor Criativo do Fashion Rio, Paulo Borges, lembrou que o evento nasceu da crença de diversas instituições em desenvolver e transformar a indústria do Rio num grande centro da moda. “Nós criamos o ambiente para que a moda possa andar. Esta primeira edição de 2013 marca efetivamente a mudança no calendário da moda brasileiro, que vai auxiliar essa indústria criativa a se reorganizar e planejar melhor os processos”, enfatizou.

A coletiva também contou com a presença do diretor Superintendente da Abit, Fernando Pimentel; da coordenadora de Moda e Confecção do Sebrae-RJ, Fabiana Pereira Leite; da representante do Marketing da Melissa, Luciana Ceccon; do gerente de Promoções e Eventos da Riachuelo, Thales Figueiredo; da diretora executiva de Marketing e Vendas da Boticário, Andrea Mota, e a representante de Relações Públicas da L’oréal, Monique Cardoso. O Fashion Rio acontece de 15 a 19 de abril, na Marina da Glória, no Aterro do Flamengo.

Acesse a pesquisa completa sobre as exportações da moda fluminense no link http://migre.me/e8qzT .

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