ESPECIAL FOTOGRAFIA: ROBERT MAPPLETHORPE ENTRE O SADOMASOQUISMO E O CULT

O auto retrato do fotógrafo tirado em 1983
O auto retrato do fotógrafo tirado em 1983

Viu que mudamos a imagem do nosso header (pegamos no site do André Feliciano)? Então, a partir de agora, todo mês teremos um tema no Absurdinhus, e para começar iremos falar sobre fotografia, na verdade, fazer uma homenagem a grandes mestres do click que admiramos. E o primeiro é o polêmico Robert Mapplethorpe, que será interpretado no cinema pelo nosso muso James Franco. Uma professora de fotografia dizia que suas melhores fotos era a série de necas!

James Franco interpretando o fotógrafo num editorial para a GQ Alemã
James Franco interpretando o fotógrafo num editorial para a GQ Alemã

O americano Robert Mapplethorpe (Nova York, 04 de novembro de 1946 — Boston, 09 de março de 1989) pode ser definido pelo grande rigor em todos os aspectos da sua obra, criativos ou técnicos. Estudou arte no Pratt Institute do Brooklyn e suas primeiras fotografias foram feitas na década de 70 com uma polaroid. Ele queria ser, na verdade, um artista plástico e encontrou na fotografia a maneira perfeita para expressar suas inquietações artísticas.

Brian Ridley and Lyle Heeter, 1979
Brian Ridley and Lyle Heeter, 1979

Conhecido como o documentarista da cena sadomasoquista gay, Mapplethorpe percorreu um longo caminho entre sua infância no Queens, em Nova Iorque, até o submundo GLS mais radical. Se sua vida teve vários desvios, sua arte teve vários caminhos. Mas foi na fotografia que este homem dúbio e incansável se afirmou.

Expoente da pop art retratou em suas fotos seus contemporâneos, como Andy Warhol, David Hockney e Patti Smith, com quem teve uma relação conturbada, pois ambos eram bissexuais.

Andy Warhol
Andy Warhol
Diane Benson
Diane Benson
Patti Smith na capa do álbum
Patti Smith na capa do álbum Horses
A Blondie, Debbie Harry
A Blondie, Debbie Harry

Seu maior caso de amor foi com Sam Wagstaff, que apoiou sua carreira, inclusive financeiramente, o que não quer dizer que Mapplethorpe se satisfizesse com ele.

Era louco em suas aventuras sexuais e tinha manias: usar caveira como símbolo, dormir em uma gaiola gigante, com lençóis pretos na cama. Tudo isso adquiriu um aspecto trágico ao descobrir que tinha AIDS. E todas as suas vivências se refletiram de forma inequívoca em sua arte, em uma tal extensão que muitos de seus trabalhos são até hoje impedidos de ser exibidos.

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Seu auge como artista ocorreu na década de 1980, de uma hora para outra, era citado em todos os lugares. Seus clientes incluíam famosos de Hollywood e membros da nobreza europeia.

Após sua morte, em 1.989, aos 42 anos, e em consequência da AIDS, Mapplethorpe teve seus livros cassados, proibidos, retirado de bibliotecas e centros culturais, criando uma das maiores e mais recentes controvérsias sobre a liberdade de expressão nos EUA. Hoje, seu trabalho já pode ser visto em várias galerias e museus, mas sempre com certas restrições.

A roqueira Patti Smith e Robert
A roqueira Patti Smith e Robert

http://www.mapplethorpe.org/

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