MÚSICA: GABY AMARANTOS TREMEU O CIRCO VOADOR E AINDA DISSE QUE VIROU CONSULTORA SENTIMENTAL

Na última sexta Gaby Amarantos, a rainha do Techno-Brega tremeu o Circo Voador, aqui no Rio de Janeiro, e é claro, que não podíamos por nada perder esse show. Gaby levou uma multidão que tremeu a lona da Lapa, sucesso tremendo que rendeu a cantora cinco indicações ao Video Music Brasil – Melhor Artista Feminino, Clipe do Ano, Artista do Ano, Melhor Capa e Revelação.

Nossa expectativa era tanta e que quando vimos Gaby descer as escadas do camarim, o ar faltou! A cantora apareceu com um vestido preto com fixas de LEDs que mudavam de cor e correu para o palco rendendo o DJ Waldo Squash. O show começou com a música “Canto das Três Raças”, uma espécie de hino a formação do povo brasileiro. Eu fiquei emocionado, pois, já tinha ouvido a canção na voz de Clara Nunes. Uma oportuna homenagem a cantora que faria 70 anos, no dia 12 de agosto.

Depois do show, Gaby nos recebeu no camarim e falamos sobre a carreira, Ex My Love, o CD Treme, o VMB e a capa da revista Trip.

Absurdinhus: Como foi passar de “A Beyoncé do Para” à Gaby Amarantos, Diva do Techno Brega?

Gaby Amarantos: É uma grande emoção saber que principalmente o público e os artistas me respeitam e gostam do que faço. Conquistei meu espaço com muito trabalho e dedicação.

Coments: Gaby foi uma das responsáveis pelo surgimento e difusão do tecnobrega, ritmo que virou febre na Região Norte do Brasil. Ficou conhecida nacionalmente após lançar a música “Hoje eu tô Solteira”, uma versão da música “Single Ladies”, da cantora americana Beyoncé, e escrita pela banda paraense Banda Os Brothers. O sucesso da música rendeu a Gaby o apelido de “Beyoncé do Pará”. Seu segundo hit nacional, “Xirley”, já possui mais de 760 mil acessos no site YouTube.

Absurdinhus: O público pedia um CD seu, como foi passar de cantora independente para um dos grandes nomes da música brasileira, com o Treme sendo distribuído pela SomLivre?

GA: A mudança veio na hora certa. Meu trabalho expandiu, se tornou nacional e eu via a necessidade de passar para esse mercado formal, com gravadora, disco nas lojas. As pessoas me encontravam e diziam: “não quero CD pirata, quero comprar o original, na loja. E o DVD também”. Estava com o CD Treme pronto, ia lançar de forma independente, mas os pedidos estavam muito grandes. A conversa com a Somlivre foi muito tranquila. Eles compreendem as formas de divulgação que a gente usa e entendem o jeito como a gente começou. Não ignoram a existência desse modelo de mercado e procuram formas de conviver com ele. É o velho ditado: se não pode contra eles, conviva com eles.

Coments: A indústria musical no Pará funciona de um jeito bem diferente da tradicional, é comum a venda de CDs piratas para divulgação dos artistas, por exemplo. A música Xirley conta um pouco dessa relação e a força que esse mercado “alternativo” tem.

O Cd Treme distribuído pela SomLivre foi um pedido dos fãs

Absurdinhus: E Ex My Love? As pessoas te pendem conselhos sentimentais depois desse sucesso?

GA: Ex My Love é o suprassumo da poesia brega. A letra é uma delícia. Eu virei uma consultora sentimental. Quando vou em programas, sejam de Tv ou de rádio, as pessoas me dependem conselhos e dicas.

Absurdinhus: Quem são os estilista brasileiros que você veste ou admira?

GA: Eu tenho usado muito Walério Araújo, Victor Dzenk, Ronaldo Fraga e meu conterrâneo Andre Lima.

Absurdinhus: E sobre os padrões de beleza impostos pela mídia? Durante o desfile do Victor Dzenk, na Rocinha você nos contou que “O Brasil é um país muito miscigenado, por isso, não deveria existir um padrão de beleza, porque somos muito diferentes. Agora você chega a capa da Revista Trip e faz um grande crítica sobre o manequim 38 e conta ainda que teve bulimia.

GA: Continuo acreditando que o Brasil é muito misto para a mídia e a sociedade imporem um padrão de beleza. As pessoas não precisam vestirem 38 para serem felizes. Essa pressão acaba resultando nos distúrbios alimentares tão falados hoje em dia. Eu comecei com a bulimia quando eu tinha uns 21 anos e rolou até os 23. Parei em uma fase muito intensa da doença, quando percebi que já estava perdendo a voz por conta do desgaste do suco gástrico nas minhas cordas vocais. Além disso, depois da maternidade, comecei a aceitar o meu corpo. Essa fase da doença foi muito ruim, mas, me fez crescer e, se não fosse pela bulimia, eu não teria essa autoestima elevadíssima que tenho hoje. A bulimia teve o seu papel no meu crescimento como mulher e aceitação do meu biotipo.

Absurdinhus: E o VMB, hein? São cinco indicações… Como você lida com isso? Tipo Bombando na Bêérre!

GA: (risos)… Bombando na Bêérre é ótimo! Não tenho nem palavras para agradecer ao público e a minha equipe por mais essa conquista. É claro que eu quero ganhar os cinco prêmios, mas, só de já ter sido indicada, ainda mais por ser um a premiação de voto popular. Isso me enche de orgulho, saber que o público cada vez mais curte o meu trabalho. E por estar concorrendo com artistas tão consagrados.

REALITY

Gaby Amarantos vai ganhar um reality show na MTV. A emissora estreia no próximo dia 27 uma nova edição do Família MTV, que vai mostrar o dia a dia da cantora paraense, mãe, dona de casa. Wanessa Camargo e Pitty já estrelaram o reality show. O próximo será com o grupo Rappa.

Se você não esteve no Circo Voador, ou quer rever uma parte do show, veja o vídeo:

Fotos: Jotha R. Kayber

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s