SOBRE MODA, VAIDADE E MACHESA!

Continuando a nossa série de posts sobre moda masculina, tentando descobrir no que as marcas apostam para o futuro das roupas dos homens. Nesse segundo texto, partimos de um livro de Fernando de Barros até o conceito de estereótipo.

Sobre moda, vaidade e machesa!

Em 1998, o grande papa da moda Fernando de Barros (falecido em 11 de setembro de 2002), era um grande entendedor de moda masculina e editor de moda da revista Playboy, escreveu o livro “O Homem Casual”. Nirlando Beirão escreveu na orelha do livro “Os homens mais se preocupam com a moda são aqueles que juram não se procurar com a moda. Deve estar inscrito no código genético masculino algum pudor neanderthal, uma ancestral inexplicável timidez que relaciona automaticamente a palavra moda à palavra vaidade – e, nos dois casos moda e vaidade, o som que os homens ouvem não fazem bem aos seus másculos ouvidos”.

Moda e vaidade são ideias que ressoam como uma conspiração nefanda, uma atitude meio efeminada e fútil. Nos referimos claro a alguns homens, talvez ainda a maioria, que não aproveitam e relaxam, e assumem não ter medo de se sentirem bonitos e “gostosos” no seu incondicional zelo.

Uma frase ainda muito recorrente para os homens mais estilosos e descolas ainda é “Onde você comprou essa roupa tem para homem?”, e esse é o título de um artigo escrito por José Luiz Dutra, publicado no livro “Nu e Vestido – Dez antropólogos revelam a cultura do corpo carioca”, fazendo uma reflexão sobre a relação do homem com a moda, pondo em questão a construção social da masculinidade.

Mas, o que é masculinidade? O Pai dos Burros, o Aurélio, diz que se refere à imagem estereotipada de tudo aquilo que seria próprio de indivíduos machos. Macho? Não estamos falando de bichos! Enfim!

Creio que o macho moderno é um conceito que deu errado! No século XXI, esse conceito mudou, porque os homens estão mais a vontade, de se sentirem vaidosos, sem parecer um metrossexual, um conceito que surgiu antes de Fernando de Barros escrever “O Homem Casual”, em 1994; perto dos anos 2000 falou-se muito do übersexual – os mais atraentes (não só fisicamente), os mais dinâmicos, os mais convincentes da sua geração, os mais confiantes em si mesmos, masculinos, têm estilo e interessam-se verdadeiramente por todos os assuntos.

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